de muito gorda a porca já não anda
talvez o mundo não seja pequeno
de muito usada a faca já não corta
talvez a vida não seja fato consumado
como é difícil pai abrir a porta ,
quero inventar o meu próprio pecado
essa palavra presa na garganta
quero morrer do meu próprio veneno
esse pileque Homérico no mundo
quero perder de vez tua cabeça
de que adianta ter boa vontade
minha cabeça perder teu juízo
mesmo calado o peito resta a cuca
quero cheirar fumaça de óleo diesel
dos bêbados do centro da cidade
me embriagar até que alguém me esqueça